
Bem, hoje resolvi falar da amizade para refletir sobre essa coisa boa, útil e indispensável-. Dizem que os amigos são os irmãos que escolhemos. Que nada!!! Ninguém escolhe um amigo, ele simplesmente acontece; cai de para-quedas na nossa vida, trazendo aquele conforto, aquela intimidade que só se encontra na companhia dessa pessoa especial. E, embora possa parecer o contrário dada a quantidade de pessoas que conhecemos, amigos não são tão comuns. Conhecidos temos muitos, mas amigos... ah, isso é mesmo uma raridade! Não estou sendo pessimista, apenas fazendo uma análise crua da realidade. Vamos ver?
Quantos colegas de trabalho temos? Quantos colegas de escola? Muitos. Afinal, como seres gregários que somos estamos sempre buscando a companhia de outras pessoas. No entanto, conte aí nos dedos da sua mãozinha – basta uma – em quantas dessas pessoas você pode confiar para contar aquele segredo cabeludo, sem ser ridicularizado (ou denunciado)? Para quantas dessas pessoas você pode abrir seu coração e falar de seus maiores medos? Com quantas dessas pessoas você gostaria de passar uma tarde inteirinha – ou até um dia – só conversando bobagem, apenas pelo prazer de estar em sua companhia? Bem, como você pôde perceber, pouquíssimas, não?
Eu tenho a felicidade de ter um punhado de amigos; mas posso garantir que não chegam a dez. Mas, infelizmente, não “uso” a maioria já que o tempo, a distância e algumas limitações pessoais os afastaram de mim, sem, no entanto, acabar com o sentimento que ainda pulsa aqui no lado esquerdo do peito. É para esses amigos que deixo os votos de felicidades, renovando a minha disposição de prosseguir com a nossa amizade mesmo distante no espaço e/ou no tempo.
Mas, e eu como amiga, de que tipo sou? A melhor que a minha distração permite que eu seja: às vezes esqueço de ligar, não vou a aniversários, etc. Mas, numa necessidade mais séria tou aqui pro que der e vier. Além de estar quase sempre à disposição para aquele papinho de coração pra coração, ou seja, sou uma amiga bastante “usável”. Na hora de guardar segredo, é comigo mesmo. Quem me conhece sabe o quanto gosto de conversar, minha linguinha se comporta quando o momento exige discrição e coloca em jogo a reputação ou felicidade do amigo.
É isso aí, mas faço questão de encerrar esse texto homenageando dois grandes amigos que uma pessoa de fé pode ter; eles não entram naquela continha dos dedos pois vivem no âmbito espiritual e estão acima de qualquer conquista: o meu Anjo da Guarda (ou Guia, Espírito Protetor, Anjo Guardião...) que, como parte de suas atribuições me acompanha desde que cheguei à Terra, e vai permanecer comigo até a minha volta à Pátria Espiritual, me protegendo, guiando e inspirando para que eu faça o que é certo (é assim com todo mundo, já que cada um tem o seu); e Jesus, o Maior de todos os Amigos, que é quem nos socorre abaixo de Deus. A esses amigos, a minha eterna gratidão e fidelidade.
